01) Os animais na Empresa

Prevenindo o Burnout (CID-11 QD85)



Empresas que dão coices enquanto galopam: Onde está o Cafuné no seu Trabalho?



Se você acha que os problemas de convivência se restringem ao lugar onde você mora, olhe ao seu redor no escritório. A empresa nada mais é do que um “condomínio comercial”, onde as pessoas passam a maior parte do dia amontoadas em baias, muitas vezes sob luz artificial e distantes de qualquer contato com a natureza.

O time está estressado! O que fazer?



Alguém sugere uma festa de Halloween e todo mundo acha lindo, se vestir de vampiro, encher o escritório de abóboras e esqueletos… Ora, o que foi necessário para o Brasil importar essa “festa” macabra?

Para fazer um evento de adoção na empresa, será mesmo necessária uma série de burocracias, documentos, reuniões ou será que um convite via e-mail e alguns animais fofos já não fazem o sucesso do evento?

Não precisa de autorização do Vaticano nem da FIFA!

A campanha de adoção, basicamente é divulgar este site para o pessoal conhecer muitos motivos para adotar e depois, perguntar no pet shop mais próximo se eles conhecem alguém que tenha animais para adoção. Aí, basta um e-mail avisando sobre a data e a hora, o evento de adoção é na própria empresa e quem quiser adotar já volta para casa com um novo amigo.

Aí, a Assessoria de Imprensa faz um press-release contando como foi o evento, as histórias de adoção com final feliz e divulga, como qualquer notícia boa, mostrando que a Empresa é amiga dos animais. Outras empresas vão saber da novidade e vão fazer igual, até adotarmos todos os bichos sem lar do mundo inteiro. Viralizar como o Halloween,  porque não?



O Funcionário como Espelho do Ambiente

Assim como o animal em casa é o termômetro do estresse do lar, o comportamento da equipe é o reflexo da saúde da empresa. Funcionários “acuados”, reativos ou constantemente irritados estão apenas denunciando um ambiente tóxico e sem “sol”. A empresa que ignora a biologia humana — a necessidade de pausa, de luz natural e de descompressão — adoece sua força de trabalho da mesma forma que um tutor negligente adoece seu pet.



O “Cafuné” Corporativo: A Troca que Gera Produtividade


No condomínio, falamos do cafuné como cura e troca energética. No trabalho, o cafuné é o reconhecimento, o acolhimento e a empatia. Muitas lideranças tentam gerir pessoas através de telas de computador e planilhas frias, esquecendo que o contato humano e o vínculo são as verdadeiras bases da cura para o estresse corporativo. Menos “inquisição” nas reuniões de metas e mais “Portugatês” na hora de resolver conflitos.



A Liderança que o Cachorro Enxerga


Um animal não vê cargos ou salários; ele enxerga energia e intenção. Nas empresas que permitem a interação com animais ou que incentivam a mentalidade pet-friendly, as hierarquias se humanizam. É difícil sustentar uma postura arrogante diante de um ser que pede um carinho sincero. O animal derruba muros e constrói pontes de comunicação entre o diretor e o estagiário, criando um terreno fértil para a inovação que o medo bloqueia.



Higiene Mental e Responsabilidade Coletiva


A colaboração que sugerimos para os moradores — como os grupos de compras coletivas — deve ser o modelo de uma empresa saudável. Quando funcionários se unem por uma causa comum (como o bem-estar de um pet ou ações de responsabilidade animal), eles aprendem a colaborar em vez de competir. A “posse responsável” no trabalho significa cuidar da sua área, mas também zelar pela harmonia do todo, sem deixar “dívidas morais” para os colegas.



Sabedoria corporativa felina


A saúde laboral é uma meta lúcida de toda empresa antenada com as diretrizes de Saúde Única da OMS. Joseph Pilates (um artista de circo acidentado) criou suas famosas rotinas de exercícios observando justamente o espreguiçar dos gatos. A melhor sugestão de saúde para o escritório é realizar breves pausas de quinze minutos, em que todos os colegas fazem alongamentos juntos (que tal convidar gatos para ensinar as técnicas?) e aproveitam para sorrir entre si, enquanto estalam os ossos e renovam o fôlego!

Que tal fazer uma campanha permanente de incentivo à adoção na sua empresa?

Semanalmente, uma feirinha de adoção, já com os animais encomendados de uma ONG ou protetora dos arredores (pergunte nos pet shops sobre pessoas que compram grandes quantidades de ração) e o “pai de pet” da semana, divulgado nos moldes do “funcionário do mês “?

Transformar o ambiente em local de cura, ao invés de competição e um amontoado de estresse?

Já imaginou se a cultura da sua organização fosse ditada pela lealdade de um cão ou pela intuição de um gato? O que mudaria na forma como você trata o colega do lado?

Leia também:

02) Um xodó no currículo

03) Se o seu vizinho/funcionário ficar louco, o que você perde com isso?

04) Campanha interna de adoção

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